JC e a sua missão Cap 11

Michel Harming se aliou a mãe Ondinhah, mãe de santo legitimamente Paraguaia para fazer tal ritual, retomando assim seu poder xamânico… Diz-se que se diz que Adenilson apareceu logo nesse ano para enterrar dona Lilith.

Índio Cleverson, que sempre soube tudo em silêncio, sentiu-se indiferente ao seu suposto funeral, que duraria também por 5 dias. Mas  ainda assim resolveu ir vê lo.Diz-se que foi mais por causa de uma verdadeira viagem xamânica que antecedeu seu próprio funeral de faz de conta.

De longe e sem dizer nada, viu o menino, uma criança de 13 anos que parecia um velho, como ele. O reconheceu da sua viagem e reconheceu que esse encontro devia se dar.

Sentiu pena de ver o menino só, ali logo do lado do MH e Mãe Ondinhah!

Ficou em silêncio e só quando ficou ADN sozinho e sem nada que foi até ele. Em outras palavras, MH e Mãe Odinhah cobraram tudo de valor monetário de ADN e desapareceram. E diz que se diz que foi mesmo por acidente que ficou público que indio Cleverson estava vivo. O que quase destruiu a imagem de Michel Harming, mas ele dava nó em pingo d água e por isso ainda estava por lá quando JC chegou em tal local sagrado.

JC só tinha uns 18 anos, claro que não entendeu nada disso na época. O que ele percebeu logo de cara é que tropeçou num grupo de gringos que se fantasiavam de cores coloridas, e que estavam fantasiados com roupas indígenas de todos os cantos, e que olhavam profundamente uns nos olhos dos outros, mexendo a cabeça para mostrar que estavam lá, davam abraços muito longos e fortes, e falavam muito lentamente.

JC que era pai de santo, achou na hora que o Exu estava por perto. Sem saber que MIchel Harming era o famoso Xamã Californiano que tinha roubado o segredo de várias tribos, nem ligou e foi falar com ele. MH que farejava bem ficou intrigado com a aparição de JC.

De Acordo com JC, tudo que MH “nao” sabia de xamanismo ele tinha aprendido no Kotler, e que portanto viu em JC, um nativo da Bolívia, a porta para exploração de um segredo dessa vez Boliviano.

Nicolas diz que JC quase verteu lágrima, depois tossiu e disse que não era coisa de homem chorar e ainda mais por causa de MH. mesmo porque devia guardar todas as lágrimas para quando ele contasse como é que virou, por falta de opcão, vegetariano. Mas pensar quantos anos passou do lado de MH parecia mais triste que a razão do vegetarianismo.

Juntou se a MH , e dessa vez possuído por um espírito mais sábio e traiçoeiro, resolveu ele mesmo roubar o grupo de Californianos para apresenta-los os beneficios do Quinoa.

Assim, acabou juntando dinheiro suficiente para migrar para Suíça, não sem antes aprender os segredos farmacêuticos em todas as farmácias da América Latina. O diploma comprou no Paraguai, e na Suíça, já capaz de poder entrar na universidade, percebeu que pelo caminho tinha já aprendido tudo que tinha para aprender.

Ainda no Paraguai fez sua pequena fortuna quando resolveu vender o maior segredo do Quinoa, quando estava lá falando e falando de todos os benefícios do seu grão para o grupo de Harming, esse grão que ele nem sequer comia mais. E lá mesmo no Paraguai  começou a dar palestras sobre os beneficios aos ‘harmianos’.

Viu um senhor já mais velho que veio falar com ele para  tentar demovê-lo de levar os gringos à Bolivia. Os seguidores do respeito a tudo se irritaram com o senhor que comeu ali na frente deles um pedaço de javali. Os Harmianos o atacaram e quiseram imediatamente fazer um funeral para opequeno javali. O senhor se irritou com tudo isso e disse:

“Se vocês realmente se importam com todos os seres vivos, comam menos e comam localmente. A vida e a morte coexistem. Se é por respeito a terra, reconheça o valor do que come, e polua menos. Comam menos e principalmente comam mais local.”

Aquela frase proferida por um genuíno nativo do Paraguai, confundiu os californianos, que pediram ajuda a MH.

MH disse que esse senhor nao compreendia quase nada…. tinha perdido o valor da vida celestial cósmica de todos os seres celestiais.

JC que estava para seguir MH, resolveu nesse mesmo dia que o dinheiro que ele tinha já era suficiente.

Aproximou-se do senhor e confessou a ele que estava com dor na alma. O senhor também pai de santo, levou JC ao terreiro dos seus antepassados legitimamente descendentes dos quase inexistentes negros argentinos. Lá recebeu toda sorte de espírito. Uns bravos, outros eram uns felizes….

Mas quase todos diziam que naquele terreiro eles estavam na dúvida. Todos concordavam que ele deveria  procurar o Preto Cleverson.

o Pai de Santo  entendeu a mensagem  e levou JC até o Preto Cleverson

Preto Cleverson foi sucinto deu uma lista e uma missão.

  1. Goji berries
  1. Quinoa

     3 . Turmeric

  1. Tempeh
  1. Chia
  1. Maca

7 Camu Camu

“Procure cada um desses ingredientes.” Disse o Preto Cleverson

“Trago eles aqui Preto Cleverson, para fazer Oferenda? “

“Que oferenda nada. Veja cada um. Coma lá. E não traz nada. Traga as histórias do que vc viu nesses lugares…..”

JC que ja tinha seu diploma comprado e sua sabedoria aprendida disse adeus aos grupos vegetarianos e voltou a sua terra onde se deparou de cara com seu povo que não conseguia mais comer seus grãos. Estavam passando fome.

Foi de avião e nele mesmo ficou sabendo dos efeitos da poluição. Ali entendeu tudo, essa era sua missão. Ver como a indústria da super food era consumista e exploradora.

Chegou à Suíça só para trabalhar para ir finalmente buscar o próximo ingrediente, ele que tinha sido vegetariano por falta de opção agora entendia sua missão.

Curandeiro que sempre foi decidiu que seguiria os 7 desastres que já antevia deviam ter acontecido.

Nomeou de cabeça:

Destruição do ambiente

Exploração da população local

Poluição da terra

Sefl Rightnouness

Aquecimento global

Contaminação dos rios

Desertificação

Apelidou sua missão como uma luta contra o exagerado consumismo da industria que ele apelidou

pseudo compassiva e self absorbed

Preto Celverson ainda sugeriu que lá nas Europa procurasse o Branco Cleverson, o seguidor  de Kardec.

Foi difícil encontrá-lo, encontrou ao menos a mesa Branca. Seria ela O branco cleverson? Não sabia. Lá baixou o espírito que tinha viajado com ADN e dona Lilith. Não sabia nada sobre o pai de Adenilson, mas contou como foi a morte de dona Lilith. Dona Lillith foi falando de Buenos Aires desde de Adão e Eva  até o holocausto enquanto ADN perguntava quem era o seu pai. Quando chegaram na tríplice fronteira de Argentina, Paraguai e Brasil explicou em voz bem baixa do porque seus pais foram parar na Argentina. Disse mais uma informação quase que em silêncio e morreu.

“Interesse por tudo era o mesmo que não se interessar por nada. Amar tudo é a mesma coisa que amar ninguém. Amar no abstrato, no desapego é o refúgio dos covardes. O privado é dos egoístas, o ideal do amor, eh so ideal….refúgio maior dos sem coragem. Quando tudo vai abrindo e nada nunca fecha para nenhum novo lugar vamos. Temos que abrir e dividir. Temos que aprender a fechar para o novo poder começar. A vida é como um rio.”

O espírito explicou que ficou intrigado que tao jovem menino fosse tão sábio diante da morte de sua mãe… mas Adenilson , confidenciou  ao espírito então vivo,  que aquela frase nao era dele Adenilson teria dito… “mas essa frase não é minha… Assim disse Master Zhao que dizia Mr Oishi”JC

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JC, Michel Harming e Indio Cleverson Cap 10

Estou aqui, na frente do belo Rio Mekong, quando de repente me sugerem ir para a Birmania. E a história do Laos é também possibilidade. Mas parece que um seu Win está na Birmânia! Eu ligo para contar para o André, e não é que Nicolas conhecia Dona Lillith.

 

Nossa eu já sabia que o Nicolas não acreditava em fronteiras, era Argentino e morava no Peru sem documentos. E olhando para trás é tão óbvio!

 

“O mais óbvio está diante dos nossos olhos, mas somos nós que buscamos uma atração atras de outra. Celulares e internet são a fuga do presente. E claro, presente de lucro para quem vende.”

 

Como é que eu nem percebi!? De fato o telefone estava na minha mão quando ele explicava para um cliente do Germinando.

 

Tá, eu preciso explicar melhor. Minha casa mais sólida agora fica em Lima, lá no Peru. Eu como no Germinando todos os dias, um restaurante Vegano muito agradável. Nicolas é argentino e trabalha lá, ele não tem telefone. Como é que eu não suspeitei que ele devia saber muito de ADN. Eu o via todos os dias em Lima e fiquei impressionada pelo tanto que eu era distraída.

 

E o André me conta que ele sabia de Adenilson e de Dona Lillith. Ainda buscava o que de fato tinha acontecido com ela, afinal, depois que ela e ADN partiram de Buenos Aires e simplesmente nunca voltaram. E ele ainda tinha também ouvido falar de mais um homem que ele chamava de notável!  Ouviu tanta coisa, que sempre se confunde.

 

Fui contando ao Mr. Oishi.. e ele respirou e disse:

 

“Interesse por tudo era o mesmo que não se interessar por nada. Amar tudo é a mesma coisa que amar ninguém. Amar no abstrato, no desapego é o refúgio dos covardes. O privado é dos egoístas, o ideal do amor, eh so ideal….refúgio maior dos sem coragem. Quando tudo vai abrindo e nada nunca fecha para nenhum novo lugar vamos. Temos que abrir e dividir. Temos que aprender a fechar para o novo poder começar. A vida é como um rio.”

 

Nicolas estava lá sozinho mas antes o JC cozinhou por lá. Ele tinha contado que seu próprio vegetarianismo se dava por causa de uma longa história.

 

JC  sobreviveu graças ao Quinoa não por opção, mas por falta dela. Nas terras remotas bolivianas tinha ouvido falar que, apesar de ser caro virar farmaceutico no seu próprio país, ele podia virar médico de graça em Cuba, ou podia comprar um diploma no Paraguai.

 

Seu objetivo era sempre a medicina mas, chegou a conclusão que lá nas bandas do Paraguai podia comprar até certificado de cirurgião. JC, que também era Pai de Santo e lá no terreiro ouvira que medicina só se aprende no caminho, ficou meio desconfiado, mas concluiu que deveria ir para o Paraguai, porque sempre querem um diploma, e uns certificados. Juntou o que não tinha pois sentia que podia ir nessa missão. Ele tinha certeza que seu caminho era o da cura dos outros, a dele sem dúvida era muito mais difícil.

 

Quando então, no sonhado país onde tudo é possível por pouco dinheiro, ouviu falar de Michel Harming. Michel Harming é um xamã Californiano. JC que não deu muito valor nem para os indígenas Bolivianos achou que um xamã Californiano tinha que ter a resposta. Ficou até com um pouco de vergonha de confessar isso para o Nicolas.

 

“Vergonha pelos erros que te leva aos acertos é refúgios dos desencontrados.”

 

Assim continuou contando tudo como foi.  E assim contou a história do Índio Cleverson. Um notável.

 

No entanto, começa pela história do inotável. Um indígena do Paraguai que tinha vendido o segredo de  uma bebida mais complexa que a Ayahuasca para Michel Harming. MH era um antropólogo que adorava se vestir de roupas tribais mas sem jamais deixar de usar também toda a tecnologia moderna. MH também era mestre em roubar milhões de segredos e colocá-los no mercado. Acabou conseguindo um tal segredo pelas mãos do indígena inotável, que por vender tal tesouro de sua tribo foi simultaneamente banido dela, e teve sua existência totalmente esquecida.

 

Para MH não é lá um grande desastre porque ele consegue importá-lo para Califórnia dando ainda mais legitimidade para suas saunas de amor, espaços de relaxamento por uns 5 dias, número que na numerologia de ADN é meio inútil e só usado para fazer cálculos muito fáceis. Na Califórnia, o caso era o mesmo, sempre precisavam fazer e desmanchar em pouco tempo, pois ninguém conseguia lidar consigo mesmo por mais do que 5 dias. Como no Burning Man, tudo que se traz é desfeito na saída, e também como o Burning Man é muito bem pago. Os dois sao de alto valor e com entradas muito disputadas, que sempre acabam nas mãos de cambistas. Pelo menos os Burning Man já foram de graça no passado e duravam um pouco mais, mas nenhum dos dois realmente constrói nada de sólido. Os dois são uma enorme expressão de descaso com as pessoas e com todas as moléculas do que há na terra.

 

Naturalmente o Índio Inotável conseguiu no primeiro acampamento de sauna do Amor engravidar uma menininha da Califórnia que ficou “beyond happy” com tal prazer já que ficou marcada como uma pseudo hippie indígena. O pai se auto batizou de Clever. E assim que nasceu o bebê no meio da sauna do amor todos gritaram Son of Clever! Son of Clever!. E pela lógica privilegiada o Intotável indígena já o batizou de Cleverson.

 

Estavam tão entretidos com tantas substâncias de tantas tribos que nem se deram conta que o bebê Cleverson simplesmente partiu engatinhando. Partiu da Califórnia engatinhando e sendo ajudado por todas as tribos das Americas. De alguma maneira, ele já nasceu sabendo falar todas as línguas, e diante dos brancos sempre preferia ficar mudo.

 

Eu ouvi tudo isso perplexa, e só imagino o André ouvindo o Nicolas falar tudo isso. Nem ele, nem eu tínhamos acreditado no que o nosso guia Pemon, Josué, da gran Sabana que adorava filmes da Disney que estava falando de uma história real. No entanto, o André ouvindo de Nicolas com o nome de Tesla deve ter ficado chocadíssimo, e graças a todos os deuses daria mais valor a minha busca pelo Adenilson. Nós mesmos ouvimos Josué contando tudo isso ao mesmo momento que ele contou como eles os pemon/quemon fizeram a gran sabana.

 

Nicolas contou que para o MH isso foi um desastre completo. Mesmo nao sendo realmente um homem de presságios teve na verdade simples preocupação e preguiça pois precisava encontrar o Cleverson, que ele imaginava que o faria em minutos mas tirava seus “clientes Harmianos ” da sua sauna pois todos estavam se perguntando onde estava o Cleverson e queriam ajuda-lo na busca.

 

Mas na verdade começou a saga de MH já que Índio Cleverson partiu e desapareceu. As dúvidas sobre MH foram crescendo e ele começou a perder clientes Harmianos. Para desviar a atenção, ele orquestrou uma história de que Cleverson estava num exílio. Sua fama foi caindo e de repente 13 anos depois como estava para falir resolveu fazer uma viagem para o Paraguai.

 

MH declarou que tinha sentido e visto o menino de 13 anos Cleverson que estava morto e pedia um funeral no Paraguai.

 

Declarou a todos  que ele estava tão perdido que nem tinha percebido que o Índio Cleverson tinha morrido. Declarou que ele e todos os seus poucos remanescentes fiéis Harmianos estavam há 13 anos distraídos e que nem tinham ouvido o chamado.

 

Com tal fala , de reconhecimento de falha estimulou o  interesse e acordou em vários o desejo de ser parte de tal funeral. Nas suas palavras “Essa é a nossa única possibilidade de redenção!”

 

E é claro, Cleverson estava no Paraguai na sua tribo muito bem calado e vivo. E MH conseguiu renascer das cinzas e com um monte de Californianos foi parar no tal funeral. Bem nesse tal evento JC se distraiu do real e caiu na história Americana. Assim começou sua história.

 

Departamento de manufatura de evidencia contrafactual e factual e os Notáveis. Cap 9

Sem saber nem que é o pai de Adenilson e, como perdi o contato de Dona Madoya, fiquei tentando entender a lógica da numerologia e a filosofia adenilstica. Fiquei debatendo se talvez o grande mestre teria influenciado as ideias de Foucault sobre o poder, ou se teria ele sido a base da crítica da ciência de Thomas Kuhn. Só pode ser ADN que deu a base da total incerteza das ciências, já que a maneira tão ambígua de como as mensagens de ADN sempre colocava o tal paradigma em questão. De acordo com a wikipedia “paradigma proposto por Kuhn tem sido apropiado e abusado por grupos e indivíduos que tentam fazê-la parecer uma declaração de que a ciência é arbitrária”. Sei lá, tudo que se sabe de ADN vem de uma forma ou outra de alguém que abandonou o ideológico, suas práticas por causa do que alguém disse que assim dizia ADN. E para cada caso era interpretado diferentemente. Não tem como você ler Foucault falando de poder e controle social, Kuhn falando de paradigmas e não sentir que ADN esteve por ali.

 

Enquanto perdia tempo por divagações pós, pós-modernas, também entendia melhor porque tantos serviços secretos do mundo estavam tão preocupados em encontrar o paradeiro de uma figura tão ubermitica…

 

Sr. Oishi me abriu um livro muito secreto, nesse momento ele sabia que eu merecia tal honra, e resolveu me contar o que se diz que se diz na mais alta cúpula de conhecimento adenilstico.  Eu estava certa, Adenilson é procurado por todos os departamentos de serviço secreto. Senhor Oishi me explicou que não era pelos seus tesouros, mas pelo tanto do que ele sabia e faiza.

 

Lógico que eu nem sabia desses tesouros. Mr. Oishi explicou que “diz se que se diz” é parte da maior invenção adenilsitica. Diz se que se diz que ele fez a criação do departamento de manufatura de evidencia contrafactual e factual (DSQSD). Parece que a Globo é um pequeno distritinho desse departamento. Diz se que Adn recebeu muitas propostas para que ele usasse tal departamento para seu país.   

 

Diz-se que se diz (DSQSD) que Putin ofereceu a ele o manuscrito encontrado na Rússia, da continuação dos Irmãos Karamazov, para ter a honra de encontrar-se com tal figura e, nesse encontro parece que ofereceu inúmeros produtos da mineração. Diz-se que se diz nas altas cúpulas que esses são também tesouros adeniltiscos. Há também quem diga que para o encontro com Zhu De, a China ofereceu o segundo livro secreto de Lao Tse, que jamais foi divulgado. Para o serviço ofereceu a  maior reserva de água na China, Já o Nixon parece que ofereceu os manuscritos aparentemente perdidos do Nikola Tesla. Como energia de graça não tinha valor em dólar, Nixon parece tê-lo concedido direitos de petróleo da Arábia Saudita e nessa época também do Iran!!! Confrontado pelos líderes escolheu os 3, independente de ano, diz-se que se diz que negocia com todos fazendo, e contra manufaturando história nos três lados.

 

De tudo esse diz que se diz… a única coisa comum e mais importante parece ser que aceitou as três coisas, respeitando a sua numerologia, o acordo com os outro 6 para chegar a 9 senhor Oishi nao sabia nada. O importante é que sempre saia desses “negócios” carregando o ensinamento de um homem notável. Sim, foi assim que abrimos o livro dos notáveis para eu ler que Master Zhao era um notável. Sabíamos que eram 9. E na busca enorme de senhor Oishi  ele só tinha escrito dois nomes. O segundo era o Índio Cleverson.

 

Quando li isso quase morri do coração de emoção. Eu e o André queríamos subir o monte Roraima. Para faze-lo precisamos contratar um guia indigena. O nosso guia éra o Josué que só levou cachaça e cantava músicas da Disney. De tanto eu perguntar ele me contou 3 coisas da tradição de sua tribo. Uma era queimar tudo, por isso lá na Venezuela os chamavam de Quemon. A segunda, ele me mostrou como era para  pedir autorização ao Monte Roraima numa parede de pedra antes de começar a subir. E a terceira desde que nasceu aprendeu que precisaria ajudar o Índio Cleverson a voltar à sua tribo. Segundo ele, Índio Cleverson teria vindo engatinhando dos EUA. Na época eu achei que era parte de algum filme. Agora percebia que estava falando de um notável e, ali fiquei sabendo que ele passou pela Venezuela mas estava voltando para sua terra: o Paraguai.

 

Mr. Oishi que estava na minha frente viu que fiquei branca.  E claro que tive que contar.

“Ouvi falar do Indio Cleverson.”

 

Senhor Oishi quis saber tudo que foi me dito e é claro que eu não me lembrava. Liguei para o André e perguntei se ele lembrava de algo que Josué tinha dito sobre o Indio Cleverson.

 

“Xuxu,  você não lembra bem do momento que estávamos subindo as pedras e tinha uma cascata?

 

Lembrei. Eu parei e fiquei filosofando sobre a agua, nao sabia se fazia uma poesia daquela beleza ou se continuava subindo e Josué disse “Julieta Indígena Cleverson dije para el hijo de Adenil”

 

“Quando você se deparar com uma escolha difícil pense imediatamente qual é a opção mais prática, qual é o objetivo final, divagações e abstrações quase sempre te tiram do seu caminho e podem até se fazer se machucar.”   

 

Comecei a rir. Senhor Oishi nao entendeu e eu expliquei que ele me disse que o Índio Cleverson disse aquela frase para o filho de Adenil porque como Josué amava ingles, devia ter entendido que Adenilson queria dizer Filho de Adenil.

 

Nossa pensando isso, tive que me perguntar porque será que um menino judeu argentino descendente do leste europeu e de ciganos se chamava Adenilson. Na busca de Adenilson já sabia que isso custaria muita pesquisa.

A história de Lilith e o PiSuá. Cap 8

Verdade senhor Oishi, vou contar o começo da vida de Adenilson. Segundo madame Madoya, amiga de Dona Lillith foi assim 🙂

 

Adenilson cresceu na Argentina, onde nasceu ainda não ficou muito claro. Sua mãe se chamava Lilith. E era Judia. Concordamos… essas informações batiam com as suas…

 

Madame Madoya me contou que, na última vez que tinha encontrado Dona Litlith, numa casa de  chá em Buenos Aires, Dona Litlith estava desesperada. É bem verdade que ela era Judia e Argentina, e essa é uma condição sine qua non. Madoya, que a conhecia fazia muito tempo me explicou que tudo que se perguntava a Dona Litlith, ela sempre começava explicando desde antes dos Assírios. Tinha uma veia dramática que não permitia a você jamais saber a resposta do que tinha perguntado. Sempre se perdia em todos os massacres que já haviam acontecido contra seu povo.

 

Com tantos anos de amizade, Dona Litlith só falou uma única vez que seus pais decidiram imigrar para Argentina, graças ao livro de Theodor Herzl de 1896. Um livro que se fala da eterna questão de onde se devia criar um país para os Judeus. Sua mãe, dona Sara sentia verdadeiro horror de tudo que se passava no Leste Europeu.

 

Dona Litlith nunca explicou isso muito bem, apenas se conformou em explicar que sua mãe era discriminada dentro do campo pelos seus próprios familiares. Quando apresentada ao livro Palestina ou Argentina resolveu ir para Argentina, a terra do futuro.  

 

Dona Litlith, nessa parte sempre chorava mais, se imaginando muito mais rica e feliz nos EUA. Dona Madoya que tinha vivido as intervenções americanas na Colômbia, sentia total desprezo pelo gosto de Dona Litlith pelos Estados Unidos que ela chamava de America!   

 

No onze de setembro de todo ano, enquanto Madoya chorava pelo 11 de setembro de 73, Lilith declarava aquela data sagrada, e festejava porque o Allende era um atraso, nas suas palavras um comunistinha. E o Pinochet era para ela a salvação. Dona Madorya se perguntava o que ela pensaria hoje depois do 11 de setembro de 2001. Como ela gosta muito de Dona Lilith, imaginava que as duas iriam tomar chás juntas chorando. Claro que dona Lilith choraria pelo acidente de 2001, e ela por 73. De qualquer maneira me explicou que achava que  as duas chorariam pelas “Americas”.

 

Madame Madoya estava com Dona Litlith quando chegou seu maior problema privado. Esse foi  o último dia que Dona Madoya a viu.

 

“Ele vai fazer 13 anos! Pela nossa tradição vai virar um homem. Não sei mais por quanto tempo vou conseguir conter o segredo de quem é o seu pai, e como foi que ele morreu.”

 

E começou a chorar desesperada. Madame Madoya preocupada com Dona Litlith voltou com ela para sua casa para que Dona Litlith fizesse a típica pergunta judaica a um menino que vai fazer 13 anos.

 

Estava lá quando Dona Litlith disse:

 

“Mi amor, mi hijo: Un Viaje o Una fiesta de Bar Mitsvah?”

 

Adenilson olhou para a mãe, e sabendo que sua pergunta a levaria ao desespero nao se conteve e disse:

 

“ Mama, la historia de Papa?!”

 

Dona Litlith olhou desesperada para amiga e começou a contar a história de Adão e Eva e, quando mais uma vez chegou a parte da história que seus pais, os avós de ADN, chegavam no campo de concentração, chorava muito, como de costume. Pela primeira vez Adenilson nao a interrompeu… Já conhecia toda aquele história. Dessa vez no entanto continuou olhando para sua mãe chorando sem se abalar. Ela então voltou para Moshe ( Moisés) para apelar para que imaginasse cada dia dos 40 anos que Moshe passou no deserto do Sinai em nome da libertação da escravidão do povo Israelita. Pediu para que imaginasse como Deus estava furioso que fez o tempo ser tao longo, e era  uma forma de puniçao.

 

Percebendo que não tinha saída… a mãe retomou a força bateu na mesa e disse

 

“Un Viage!”

 

E assim, partiram para viajar pela américa Latina. Nessa viagem a mãe prometeu contar toda a história.

 

Madame Madoya tomou ainda um único chá com sua amiga…. desejou-a boa sorte. E bem quando ela nao perguntou mais nada, sua amiga confidenciou o grande mistério adenilstico: quem era e como tinha morrido o Pai de Adenilson. Assim, de mão beijada Dona Litlith entregou a Dona Madoya o mistério original.

 

“Pi Sua”

 

Eu e sr Oishi voltamos da nossa memória para ver Thia admirando uma Pi Sua. Ficamos os dois boquiabertos. Mostrei a palavra e ela confirmou sim era uma Pi Sua….

 

Ph Ghost? Sua SHirt? Yes…

 

But Pi Sua….. Era Borboleta

 

Peguei de volta  a frase…

 

“Se você já incorreu em todos os custos econômicos, se você já perdeu esse dinheiro para que também incorrer num custo calórico, prejudicando sua saúde? para satisfazer a fome de quem você já perdeu. Comer tudo que está no seu prato só pode ser esperado quando você mesmo colocou a comida no seu prato, se foi outra pessoa, é melhor você manter sua saúde…. para você poder continuar a vida como um Pi-Sua.!! Era uma borboleta, e não um defunto”

 

Sim, respiramos aliviados….

 

Sim, Assim- Diz se que Dizia Adenilson

 

Ko pun Ka eu disse e senhor Oishi disse um enorme Ko pun Kap 🙂

 

Assim Senhor Oishi soube de PiSuá- Cap 7

Non Chu sabe que na minha enorme pesquisa eu suspeitei que, num banquete pós segunda guerra no estados unidos haveria um senhor que sabia de ADN. Não era bem da minha vontade ir, mas como era bem coisa americana de estabelecer seu poder disfarçado de bondade tinham organizado um banquete pós segunda guerra mundial. E é claro os principais convidados eram os alemães e japoneses. Muitos de nós tínhamos amigos pilotos tokotai. O que vocês chamam de Kamikaze, e apesar do meu país ter publicamente pedido desculpa pela segunda guerra mundial sempre manteve internamente seu santuários aos pilotos tokotai.

 

Aquela cerimônia nos EUA, com tanta abundância de comida me ofendia. Senti pena dos jovens alemães, toda uma geração de jovens criados sem pais, sem direito a funeral, sem direito de chorar os seus. Entenda-me, todas as guerras sao horríveis, mas roubar o direito de um povo de chorar pelo seus mortos é muito violento.

 

Enfim, nesse jantar um pequeno menino recebeu muita comida no prato. Era um sinal de abundância da bondade do ocidente, e é claro de poder. Eu observei o pequeno menino que nao aguentava  mais comer, quando de repente, percebi que ele nao aguentava mais nada. Foi ficando desesperado, provavelmente pensando nos seus antepassados que tinham morrido ou passado muita fome durante a guerra.

 

E, de repente ouvi um senhor Asiático se aproximar do menino. O senhor  parecia ser de família real, de algum país da Ásia, claro que não era nem chinês, nem Japonês eu sabia, mas podia ser do Butão, do Camboja, da Tailândia, aliás de tantos países. Apenas entendi  ele dizer ao menino: “Pare de comer se já está satisfeito.” Disse, e sorriu. O menino olhou para o  senhor   e ficou estupefacto.

 

“Nao é ofensa? descaso? Minha mãe pagou muito dinheiro para eu vir até aqui para representar a nossa gratidão pela intervenção dos EUA na Alemanha?”

 

E então o senhor, respirou fundo e percebi que traduzia uma frase na cabeça

 

“Se você já incorreu em todos os custos econômicos, se você já perdeu esse dinheiro para que  também incorrer num custo calórico, prejudicando sua saúde? Para satisfazer a fome de quem você já perdeu, de um tempo que já passou? Comer tudo que está no seu prato só pode ser esperado quando você mesmo colocou a comida no seu prato. Se foi outra pessoa é melhor você manter sua saúde…. para vc poder continuar a vida como um Pi-Sua.”

 

O menino alemão ficou boquiaberto. E perguntou “O que é um Pi Sua?”

 

E então o senhor escreveu na língua dele num papel

 

ผีเสื้อ

 

Riu, e partiu….

 

O menino não entendeu, até o inglês sabia bem pouco. Quando fui até o menino ele me olhou surpreso e eu perguntei a ele o que o senhor tinha dito e ele me entregou esse papel. Reconheci imediatamente. De quem essa frase devia ser…. saí correndo procurando o senhor, mas ele estava rodeado por protetores, era uma pessoa, da realeza… gritei no Lobby do hotel, Adenilson?

 

“O senhor sorriu, Assim diz-se que dizia Adenilson!”

 

Guardei o papel sem saber jamais o que era um  ผีเสื้อ

 

a principio nem sabendo que lingua era….

 

descobri eventualmente que era Thai e é por isso que comecei a viajar por essas terras. Minha busca foi sempre solitária. Descobri, eventualmente que parte da palavra era fantasma…. Como seria isso possível?

 

Disse a Mr. Ishi rindo que ele voltaria a ser senhor Oishi porque eu descobriria para ele, aliás para nós.

 

Ele sorriu….  E continuou mas enfim, hoje  você tinha prometido que iria me contar do que aprendeu  do começo da vida de Adenilson!

 

Verdade. Mas é hora de chá, conto depois.

Sr.Oishi/Ishi,numerologia e uma palavra Thai Cap 6

Sr Oishi e eu resolvemos nos organizar. Nos encontraríamos todas as manhãs para comparar nossas descobertas adenilsticas.

Eu que nao sabia nada da numerologia só pensei que 7 era muito cedo. Tinha a ver com o sono que aumentava, e a nossa tranquilidade na beira do Mekong. Nossa conversa tinha sido tão extensa, nosso sake tão tomado que nem sequer me lembrava que horas tínhamos combinado.

Assim que tocou o sino interno eu saí para chegar exatamente às 9. Estavamos os dois chegando exatamente e nos saudamos as 9 bem na frente do belo Mekong. Gritei de felicidade: Senhor Oishi!

 

Rimos eu pensei que foi porque lembramos que tínhamos pensado os dois em começar tudo às 7:02. Mas percebi que tinha mais um segredo no ar. De tanto eu insistir senhor Ishi me explicou.

 

“Oishi que em Japonês quer dizer gostoso 😉 Meu sobrenome é Ishi e o nome é Haruo. Em japonês se diz o sobrenome primeiro, mas o seu apelido me faz rir. E dizem os budistas que devemos rir diante de tudo. Continue a me chamar de Oishi, me faz bem.”


Fiquei boquiaberta.

Senhor Oishi sorriu satisfeito.

“Senhor Oishi eu amo o numero 9! O senhor também?”

Sr. Oishi sorriu ainda mais satisfeito, nao precisei dizer nada . Ele já tinha percebido que eu nao conhecia a numerologia adenilstica. Tanto que ele deve ter passado um bom tempo para traduzir um livrinho para mim.

E de cara na minha muito breve olhada no livro da numerologia de Adenilson, tinha percebido que seus números sagrados eram 9, 7,  3. Nessa ordem.

Esse livro era muito complexo para eu entender numa única olhada. Fiquei impressionada por essa determinação, força e agora bom humor de senhor Oishi de me dar tal presente. Um livro traduzido do japonês para o inglês. Naturalmente, não era a sua língua preferida muito menos depois depois de Hiroshima e Nagasaki.  Mas Sr. Oishi me prometeu me explicar mais a fundo a numerologia de Adenilson.

Mas nas horas que tinha passado com ele, tinha aprendido que depois de 9 e 7 e 3 vinham 8 e 1 que também adicionados davam 9. Que eram também importantes para o Adenilson, mas nada como 9. Um número que do lado do outro ele desaparece. E nos encontravamos as 9 horas. E seu nome Oishi se ia, e voltava.

 

 9 horas  ele me explicou sao 540 minutos, e 32 400 segundos….. tudo da nove. E nove sempre desaparece.

Fiquei intrigada. Senhor Oishi sorriu.

“Chu 98 da 8, 97 da 7, 91 da 1 basta vc adicionar que percebe. Tente””

98- 9+8  da 17 e 1+7 da 8

97- 9+7 da 16 e 1+6 = 7

91- 9+1=10 ou seja 1


Nossa nem precisava mais calcular…..

Eu estava pensando nisso tudo quando percebi que senhor Ishi tinha trazido consigo o caderno com as frases de Adenilson, seu bule japonês feito de ferro e seu saco de chá. Enquanto eu calculava ele parecia intrigado, confuso mais Ishi que Oishi 😉

Perguntei a ele com que estava intrigado e  ele me explicou que era com uma das frases atribuídas a ADN que ele nunca tinha jamais entendido.

Perguntei ao Sr  Ishi, que frase era aquela e porque ele não tinha entendido… e ele me estendeu o papel com essa palavra

ผีเสื้อ



Perguntei a ele que lingua era… e ele me olhou surpreso…. Thai,.. você não reconhece?



Confessei que era péssima com tudo que era informação visual…. E ele me disse que ele tinha passado anos estudando as letras para saber o que aquela frase dizia.



Reservado como Ishi é preferiu fazer essa busca só.. e depois de muito  tempo tinha conseguido separara as letras



ผี



E tinha descoberto que essa letra, ou palavra….significava Pi, e em thai que essa palavra significa tanta coisa.



“É? sei que “Pi” quer dizer irmã mais velha! Aliás eles usam para se referir às pessoas mais velhas em geral, nao é?”



“ Sim sim Non Tchu, mas “Pi” também pode ser fantasma.”



“Mas por que o senhor está pensando nisso Mr. Oishi?” Tentei acordar nele de volta sua alegria, afinal essa busca dele não era mais solitária.



“NonTchu, é que ontem a noite eu peguei o meu caderno de frases de adenilson e  abri logo na frase que sempre me pareceu a mais misteriosa de todas…. e ela terminava com essa palavra que me  parece querer dizer fantasma na camisa! E eu carrego dessa frase com essa palavra desde o tempo do final da segunda guerra mundial”



“Nossa, mas, e o resto da frase.?



“O resto da frase é ótima, mas esse final me deixa muito sem saber o que quer dizer”


“E você sabe que falar, e mais que falar, dizer, é muito perigoso. Tanto quanto viver. Em uma palavra tudo pode se perder.”

Ah Senhor Oishi. Agora descobriremos juntos… Eu não sei ler Thai mas falar, e perguntar para meus amigos Thai eu sei.

Mr. Oishi , Master Zhao e Adenirson. Cap 5

“Cheguei à China com apenas 17 anos, tinha mentido para entrar no exército. Eu era cheio de segredos. Nao tinha a idade certa, lia livros ocidentais, tinha uma raiva presa em mim, típica de meninos de 18 anos, ótima para ser explorada por generais sem escrúpulos para suas guerras. Não tinha a menor curiosidade pela língua chinesa, mas comecei a estuda-la para tentar entender Master Zhao. Convenci meus superiores que seria muito importante saber a língua do inimigo. Me apliquei, logo estava fluente em mandarim mesmo se continuava odiando os chineses; eu acreditava piamente na nossa propaganda, na inferioridade moral e humana do inimigo.”

“Mas Master Zhao botou tudo isso em cheque. Nosso encontro se deu por um acidente. Ele me salvou de ser linchado por uma turba de chineses. Eu estava tão entretido lendo Nietzsche durante a minha guarda do campo de prisioneiros que nem me dei conta de estar encurralado por um bando. Aí só me vi jogado ao chão, sendo chutado de todos os lados. Quando achei meus óculos, dei pela falta do meu livro e meu fuzil.”

Master Zhao apareceu lentamente e não fez nada. Literalmente nada. Apenas um movimento lento no ar. Eu vi do chão. O homem em cima de mim com uma faca apontada ao meu peito caiu de lado, inconsciente. Os outros fugiram. Ele então apanhou meu livro do chão, e perguntou:

“O que é que se diz que dizia Zaratrusta?”

“Em tradução alemã, diz-se que quem triunfa no fim é a Vontade”, respondi de pronto.

Ele sorriu tristemente. “Sim, muita coisa se perde nas traduções, e isso pode ter consequências terríveis. Assim também se diz que se dizia.”

Assim ficamos, ele voltou para seu canto, provavelmente maldito pelos seus companheiros de campo. Eu não sabia se deveria lhe ser grato ou se deveria perder totalmente o respeito por dever minha vida a um ato de traição. Queria abraça-lo e mata-lo ao mesmo tempo. Ainda bem que não o matei. Pois um dia ele me contou quem foi que disse pro Nietzsche o que Zaratustra dizia.”

Ele sabia que eu sabia. Adenilson, quem mais? Nem precisei pronunciar o nome. Sr. Oishi apontou para sua mala. Era o arquivo compacto com os frutos de todas as suas pesquisas adenílsticas.

Eu estava diante de um verdadeiro tesouro, mas os cadernos eram todos escritos em japonês. Sr. Oishi tirou um mapa e colocamos na parede. Todos os lugares em que identificou uma pista de Adenilson estavam marcados em violeta. Ele tinha estado por toda parte. Me deu uma caneta verde e disse “agora você”.

Preciso do vermelho, eu disse. Peguei e anotei os lugares, os países por onde  tinha ido na minha busca. Pela enorme diferença de anos minhas andanças eram mais modestas, mas se encontravam com as do Sr. Oishi em vários pontos. Em nove pontos, para ser mais precisa. Ele então tirou um dos seus cadernos, nove cadernos, e me mostrou suas anotações sobre a numerologia adenílstica.

Estava em japonês, mas ele se dispôs a me traduzir, pequeno pedaço por pequeno pedaço, um por dia para não nos perdemos. Mas alguma coisa não batia. Tomei coragem e contei ao Sr. Oishi que minhas investigações haviam me conduzido ao outro lado do mundo, e que Adenilson teria nascido muito depois da Guerra, e na Argentina.

Sua reação foi como a de um alegre samurai bêbado prestes a cortar a cabeça de alguém por pura felicidade.

“Adenirso não nasce, Adenirso renasce depois que estréia.”

Estava tudo então explicado. A busca era muito mais milenar. Tremi de pavor. Seria que teria agora de ler todos aqueles livros chatíssimos do Umberto Eco? Me bateu então uma vontade irresistível de chamar meus amigos de doutorado. Se eu tivesse que ler muita coisa chata, teria que pedir ajuda. Tremi novamente só de pensar no que ele poderia me pedir em troca, e isso não me pareceu nada desagradável. Mas contive meus ímpetos, e perguntei ao Sr. Oishi que fim havia dado Master Zhao?

Sr. Oishi disse que perdera a pista fazia muitos anos. Chegou até mesmo a desconfiar que Master Zhao podia ser o próprio Adenilson em sua oitava encarnação. Pois o argentino é o nono, assim se diz.

Master Zhao não deixou nada escrito?

“Mas é bem possível que tenha sido um dos 9 homens notáveis que se diz que viram Adenirso falar. E você sabe que falar, e mais que falar, dizer é muito perigoso. Tanto quanto viver. Em uma palavra tudo pode se perder…”

“Assim se diz que dizia…?”

“… que dizia o Tao Te King. Adenirso veio depois”, assim disse Oishi.